a prece

Até que finalmente nos encontrávamos
Eu sempre cansado
os olhos esgotados
as mãos suadas
A espera
a espera tomara meu corpo por inteiro
Eu, retrato em tons de sépia
entre seus dedos
Ela me olhava durante muito
muito tempo
Eu prisioneiro
ajoelhado
no retângulo
do papel fotográfico
sem encontrar a saída